Martinho da Vila em Maceió - Bienal 2017



O segundo dia da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, contou com a participação do cantor, compositor e escritor,  Martinho da Vila, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, num bate-papo do Ciclo Nacional de Conversas Negras, que aconteceu no palco do Teatro Gustavo Leite, onde lançou seu primeiro livro de crônicas, Conversas Cariocas.

Martinho da Vila foi homenageado pelo grupo Vozes Preta da Periferia, com a declamação de um monólogo e apresentação da música “Deixa o Menino Jogar” da banda Natiruts. Martinho subiu ao palco ao som da própria canção “Só em Maceió”, [Teka, rendeira Eliane, praiera. Vamos prá Paripueura, vamos prá Paripueira. Vai ter sururu, vai ter sururu...] cantada pelo mesmo grupo.

A coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, foi a mediadora do bate-papo. Sentindo-se à vontade o cantor demonstrou satisfação e nostalgia por retornar a Maceió e recordar as amizades que fez por aqui e comentou que é sempre um imenso prazer visitar Alagoas, estado que carrega “o privilégio de ter abrigado o Quilombo dos Palmares” frisou Martinho.

Com sua voz cheia de suingue, que lhe é peculiar, elogiou o espaço da Bienal e disse para Arísia:  “Esse teatro é maravilhoso, a gente pode montar um show aqui né, vamos montar? ”  E o público agradeceu com palmas acaloradas. O Sambista e embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), comentou também sobre o intercâmbio cultural, “eu trouxe ao Brasil o primeiro grupo de africanos, “O Canto Livre de Angola. E depois fiz o Primeiro Encontro de Arte Negra do Brasil." O embaixador disse ainda que para entender melhor a CPLP, foi estudar Relações Internacionais.

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